15 julho 2015

Crónica de costumes- A "boa boca" de Alexandra Figueiredo

Tudo começou com uma foto no facebook, em tudo similar a esta
Vou relatar este caricato episódio que se passou comigo e que põe a nu, os telhados de vidro de muita imprensa cor de rosa que prolifera por aí.
Tenho muita gente no facebook que não conheço pessoalmente, mas a partilha de informação, o networking, o humor, a escrita e o gosto de ler são uma constante, pautada pelo respeito, apesar das brincadeiras e provocações tipicas, este é um desses casos, onde o verniz não estalou... Explodiu.

Alexandra Figueiredo
 Não sei há quanto tempo a Alexandra seria um contacto virtual, adiciono estas pessoas para me manterem informado e actualizado, dado serem "profissionais" da comunicação.
Eis senão quando a Alexandra publica uma foto com mais duas raparigas de lábios vermelhos, ao qual fiz o seguinte comentário:
"Boa boca".

Não vejo como estas duas palavras juntas possam constituir um insulto.
Não consta que alguém tenha processado os pudins boca doce, cujo slogan versava assim:

O boca doce, é bom é bom, é
Diz o avô e diz o bébé,
 o boca doce, é bom, é bom é!

Eram pudins e pronto!

Aliás, experimentem vocês colocar "boa boca" no google que nem sequer vos aparece a Alexandra, mas uma marca registada de produtos gourmet. (Nada de fazer piadolas atrevidas com mete e gourmet, enfim, não vos calhe um insulto à mãezinha na rifa!)
Mas a Alexandra percebeu logo o que queria perceber (ai a cabecinha...), farejou logo o bitaite malicioso, como expedita assessora de comunicação, pessoa de discurso fácil, soltou a seguinte pérola sob a forma de mensagem privada, para responder com poesia do bolhão ao meu "boa boca"
Só não chamo boca santa à Alexandra pela mensagem privada que me enviou antes de me bloquear.


Nos bastidores da assessoria de comunicação impera a boa educação, a classe e o glamour como se pode atestar nesta mensagem privada, será isto endorsement?


Depois deste miminho que a Alexandra me faz por causa de um simples "boa boca", fico a pensar se o comentário que fiz pecou mais por insuficiência ou boa educação.
Qual seria a resposta se tivesse escrito "boa boca suja", "má boca" ou até "lava a boca"?
Estas interrogações esvoaçam pelo meu pensamento, a par com a classe da assessora que não achando suficiente insultar-me, vai ainda buscar a senhora minha mãe, senhora honrada e muito acima destas vicissitudes e negligências irresponsáveis do linguajar dos mundos cor de rosa, deve ser por isso que lhe chamam de rosa choque, às revistas, que a minha mãe chama-se Fátima como o santuário.

Talvez seja um pré requisito para trabalhar na comunicação social responder assim às pessoas, não sei, mas achei forte como resposta a um simples "boa boca".
Até porque se serviu a carapuça à Alexandra, pelo jeito da resposta entrou-lhe o barrete até aos tornozelos.
E escusam os amigos de imaginar coisas várias a entrar na Alexandra além do barrete, se não querem ver a vossa mãezinha vilipendiada, num exercício de bullying verbal, feito por uma gaja qualquer que não vos conhece de lado nenhum, e que apenas tem a puta da mania que é vedeta.
Como não me deixo intimidar com facilidade, não podia deixar de partilhar este episódio convosco e saber da vossa opinião.

Deixo mais duas imagens para a Alexandra reflectir, o Feito à mão- by Boa boca gourmet e um conjunto imenso de alfinetes de peito, chamados de broches.

O humor, a inteligência e a boa educação são do mais sexy que pode haver num homem ou numa mulher, mas decididamente não é para todos(as).


O que dizer de um "Feito à mão" by boa boca gourmet?





Ainda bem que não falei de alfinetes de peito e broches

06 julho 2015

A novela Grexit II- O referendo

Resultado do referendo grego às propostas da troika

Realizou-se ontem o aguardado referendo grego, pela 1ª vez da história da UE com troika, um povo deu o seu parecer às imposições unilaterais dos não eleitos, 2500 anos depois de Péricles, os clássicos gregos continuam a dar lições de democracia e autodeterminação ao mundo.

Em Portugal foi um chorrilho de contra informação, a começar pela vitória do OXI=Não ou do Nai= Sim, mas nenhum jornalista referia qual a pergunta do referendo, pelo que édificil responder sim ou não, quando não se sabe a quê.

Ele era a saída grega do euro, da UE e até da própria Europa, flutuando pelo mediterrâneo à deriva, separando-se do velho continente como a jangada de pedra de Saramago, todo o tipo de disparates verbalizados pelos comentadores, jornalistas e patrocinadores do status quo europeu. Senhores zarolhos que acham intolerável a divida grega, mas normal o comportamento da troika, o BPN, os submarinos, o BES e o que ainda há de vir... Varrido que está debaixo do tapete.

Há um grande cinismo neste neocolonialismo económico financeiro da banca, do excel e das projecções económicas marteladas ou das estatísticas convenientes. Consequência directa de termos confiado a Alemanha a produção e distribuição do nosso dinheiro para lhes adquirirmos as exportações.

Sem PIGS e corrupção das suas mais altas instâncias, não há milagre económico germânico, a não ser que ressuscitem o pequeno moreno do bigode ridículo carregado de cruzes teutónicas.

Os gregos festejaram, mas muitos europeus festejaram e Portugal festejou, pela 1ª vez um povo europeu exprimiu-se com clareza acerca da actuação de especuladores não eleitos, sobre estados democráticos independentes e apesar das ameaças de apocalipse global no dia seguinte, saídas do euro, da UE ou mais estupidamente da Europa, nada disso aconteceu.

Demitiu-se o já icónico e críptico Varoufakis (algo me diz, que ainda voltará!), bem como o líder da oposição Antonis Samaras.
No resto da Europa, os neoliberais pró austeridade, com Portugal à cabeça, que juraram que venceria o sim à austeridade, após ameaças várias de fallout nuclear monetário, meteram a viola no saco perante a estrondosa vitória do não às medidas da troika (mais de 60%), calaram o bigode e foram ligar para os spin doctors, para afinar os discursos do dia seguinte.

O PS tenta cavalgar a onda Syriza sem sucesso, o PSD/CDS está simplesmente em gestão de empregos com as legislativas à porta, politicamente alinhado com o espectro oposto ao Syriza e cego demais para perceber que o "bom aluno" Portugal é mesmo a seguir à Grécia no caso da queda para fora do eurostate, algo que nem sequer está previsto nos tratados europeus de cariz claramente expansionista e aglutinador colonial.

A situação em Portugal é tratada com a ignorância costumeira de quem precisa ganhar eleições no Outono, com as televisões, jornais, comentadores e políticos embrenhados no medo de perder uma suposta posição de lambe botismo subserviente, mas extremamente lucrativa.

Isto tudo porque a maioria dos portugueses, fruto da contra informação, pobrezinho mas honrado, confunde o empréstimo do carro e da casa com os empréstimos multimilionários feitos aos estados da UE.

Aquilo que emprestámos à Grécia é menos do que 10% de um BPN, menos de 10% do que a Marilú entregou orgulhosamente ao FMI o mês passado.
Pago com sangue suor e lágrimas, de quem se vê privado de emprego, de saúde, educação, que vive na precariedade, a quem subtraem rendimentos ou vê o futuro comprometido pelas folhas de cálculo do excel, os autómatos da troika e do governo, fechados em gabinetes longe do mundo real, insensíveis ao lado humano da sociedade, movidos apenas pelo dinheiro como mercadoria alemã, que permite o acesso, adivinhe-se, às restantes mercadorias alemãs.

Pela 1ª vez um povo europeu opôs-se a esse estado de coisas, teve direito a exprimir a sua opinião que chegou a quem de direito e só por isso, não terá valido já a pena o prometido referendo grego do qual a UE fugia?

Valeu a pena, claro que sim... A autodeterminação de um povo não tem preço.

08 junho 2015

A novela Grexit

O DINHEIRO NÃO CRESCE NAS ÁRVORES- Bancos centrais privados criam-no do nada e emprestam com juros, todo o dinheiro moderno é literalmente dívida. A economia é um casino, os bancos centrais controlam o jogo e a casa ganha sempre.


Grécia determinada a rejeitar propostas da UE
Numa europa que vive no modelo impositivo de negociação unilateral, esta postura de desacordo é claramente um "game changer".
Dizer "basta" num país economicamente arrasado pelos mercados, enquanto os parceiros europeus especulam sobre a sua dívida, entre os quais Portugal, que se orgulha pela boca da ministra das finanças de entregar dinheiro confiscado aos portugueses ao FMI... Num país igualmente arrasado pelos mercados da especulação e pelas grilhetas fiscais.
O discurso do "estamos melhor que a Grécia"- é absolutamente irrelevante para o português comum que não costuma viver na Grécia, para o português especulador que emprestou 1,1 mil milhões e "jogou" na dívida grega, cresce o risco de perder, mas também nunca dei autorização para emprestarem à Grécia ou pedirem à troika, foi um negócio de banqueiros para embolsarem quantidades massivas de recursos e praticarem um livre feudalismo económico.
Hoje, Portas dizia que as "exportações estão a bombar", pois estão...
Portugal exporta pessoas!
São as propostas da UE que vamos aceitando incondicionalmente, sem réstia de discussão, debate ou informação.
As classes políticas dos estados europeus, justificam as austeridades nos seus países com situações noutros estados e os preconceitos naturais da miscelânea cultural sobressaem à força.
Assim é fácil convencer um do norte a pagar mais impostos por um dos piigs do sul (até lhes deram um acrónimo :D )
Como é igualmente fácil dizer aos do sul que tem que pagar mais impostos para devolver aos piigs do norte.
Nesta pseudo luta económica alguém sem rosto, nome ou expressão está a sifonar os recursos em benefício próprio de forma propositada e anti natural... (MEE)
Opor-se a essa insanidade de escravidão via excel "custe o que custar" para alimentar a farsa, é quase que um dever de boa consciência.

05 junho 2015

Manobras de diversão colectivas

Hey! Olha tantos barcos lá atrás...
Tem acontecido muita coisa e quase tudo serve para não falar dos elefantes estacionados no meio da sala...

Daqui a 4 meses há eleições legislativas e se há 4 anos Passos e Portas mentiram com quantos dentes tinham na boca, desta vez acho que já não vai colar...

Para evitar falar de coisas inconvenientes como, desemprego, cortes intermináveis, supressão de direitos e liberdades, servilismo aos lobbys vários o governo tem se desmultiplicado em manobras.

O amigo de Relvas da Newshold com sede no Panamá, Alvaro Sobrinho que é angolano de gema e amigo do regime, decidiu investir no Sporting que depois de ganhar a taça de Portugal contratou o treinador do rival, Jorge Jesus, bicampeão nacional pelo Benfica.

Ora bem, como amigo não empata amigo, transforma-se Jesus em Judas enquanto numa perninha se absolve os arguidos do BPP, parece-me abuso... Mas Rendeiro, rendeu!

De uma penada só autorizam-se as secretas a vigiar qualquer um com a desculpa pífia do terrorismo, quando os arguidos do BPN, do BES e do BPP andam à solta, ou quando se tem um presidente como Cavaco Silva.

Mas importa apenas que o treinador do Benfica saiu para o rival da 2ª circular...

Sempre achei que política e futebol se beneficiavam mutuamente em vários aspectos, seja no espirito santo nas camisolas dos leões de Alvalade, seja nas isenções fiscais do Benfica aprovadas na câmara de Lisboa, nos grandes jogos, lá está o camarote presidencial reservado aos vip´s da política.

Desta vez os investidores angolanos do governo evitam que se fale em legislativas ou programas de governo e compram um treinador analfabeto que ganhou um bicampeonato, provando que não é necessário estudar ou ser-se sequer eloquente para ganhar milhões, basta estar do lado certo da barricada... 
Seja com a brigada do esquadro e do compasso, os obreiros do senhor da Opus ou qualquer outra equipa de interesses com dinheiro para comprar tudo à sua passagem, seja um treinador, um político, um ministro, ou até o pavilhão atlântico (Meo arena, desculpem!), para o genro presidencial.

Futebol e política são tão iguais, que ao Jorge, ao Pedro, ao Paulo e ao Aníbal dedico a mesma frase em francês, "bon débarras", que é em bom português (sem acordo), o mesmo que:

 "Adeus ó vai-te embora"

Já chega é de tapar o sol com a peneira e andar a atirar areia para os olhos do transeunte, que nojo!

09 maio 2015

Emprego Vs Desemprego Vs Empreendedorismo



Fui assistir a uma conferência sobre empregabilidade, a meio da conferência, saí para reunir com um dos oradores, no final reuni com outro dos oradores e permeio ainda recebi um convite para visitar um terceiro orador... Gente importante... E empregada!

O motivo deste testamento é simples, faz-me alguma confusão ver pessoas empregadas falar do desemprego sem exercer, em primeiro, o mínimo de empatia social e colocar-se no lugar do outro abstendo-se de julgamentos perante uma situação que pode ser considerada um verdadeiro flagelo social ou por outro lado uma benção disfarçada que permite a descoberta da Liberdade pessoal, que tantos não concebem sequer....
É uma forma subtil de divisão social, bastante pervasiva e transversal na opinião pública da sociedade contemporânea.

Depois do IEFP me ter encaminhado para uma "simpática" formação de 50 horas quando fui pesquisar fontes de financiamento, acabei por estar a ensinar desenvolvimento pessoal e programação neurolinguística aos meus colegas formandos. 
Foi o meu relato ao desmontar o quadro cor de rosa que duas assalariadas do IEFP pintavam(gente que lucra com o desemprego), ao perguntar se me ofereciam emprego como formador para financiar a minha ideia de negócio.
Isto porque já fui empregado, desempregado e agora empreendedor.
Acho que sou mesmo inconformado e pronto!

Faz-me ainda alguma confusão ver gente empregada (nos meandros do sistema), falar de empreendedorismo, quando não faz trapezismo sem rede, sem saber onde vai buscar dinheiro para fazer face aos múltiplos desafios que se apresentam a cada instante... Para viver, ou mais grave, vive no medo constante de perder o mau emprego que tem, mas ao qual se "tem que sujeitar".

A lógica de pensamento é simples, depois de fazer a pergunta "bomba" de num rasgo de empreendedorismo ao pedir emprego para financiar as minhas iniciativas privadas, fui imediatamente  reencaminhado para soluções estilo Portugal 2020, em formato Tecnoforma e Fomentinvest, onde imediatamente ressoaram as palavras do láparo "a pipa de massa" que aí vem de Bruxelas.

É esta lógica subsidiária que nos trouxe onde estamos, à merda da "chico espertice" financiada por Bruxelas...

Algumas verdades acerca de Emprego, desemprego e empreendedorismo

  1. Para quem tem emprego, quem não tem, não quer trabalhar...São malandros, andam a receber quando deviam trabalhar e produzir (esquecendo pessoas e empresas já descontaram para a protecção social), é a repetição do discurso veiculado por esta governação para camuflar o flagelo social do desemprego. Para estes é impensável viver sem emprego, porque o emprego é como que uma extensão da sua identidade social, do status quo.Todos os outros não querem fazer, produzir, descontar, afirmando-o de forma veemente enquanto aguardam o cheque mensal para ir aos saldos.
  2. Para quem está desempregado, ter emprego é uma sorte (mesmo que tenha de lidar com a precariedade, com a abusiva carga fiscal, salários magros, despesas para ir trabalhar como alimentação, transporte, andar com carro próprio ao serviço da empresa horários excessivos ou condições laborais miseráveis).Há pessoas dispostas a tudo para trazer algum dinheiro para casa, para pagar as despesas, por comida na mesa e levar uma vida com um mínimo de dignidade.Reparem que quando se pergunta a alguém, quem és? Não raras as vezes respondem com a profissão, cargo ou habilitação, para esses o desemprego é como que um corte na própria identidade. Onde fica patente a sensação de inutilidade social, uma ilusão muito impregnada na sociedade de formato revolução industrial, com o sistema de ensino ainda formatado para as jornadas de 8 horas e a educação familiar do "estuda para teres emprego". Não ter emprego, pode ser penalizador do ponto de vista social, familiar e até amoroso. Criando sucessivas vagas de inadaptação social, criando a ilusão que o sujeito não serve à sociedade, o que é obviamente e absolutamente falso. Todos temos valor intrínseco da existência.
  3. Para quem empreende (o empreendedorismo tem vários níveis e não raras as vezes a palavra é utilizada de forma abusiva e desapropriada, a definição priberam: Atitude de quem, por iniciativa própria, realiza acções ou idealiza novos métodos com o objectivo de  desenvolver ou dinamizar serviços, produtos ou quaisquer actividades de organização e administração), ser forçado a arranjar emprego é uma espécie de game over, dado que a liberdade e flexibilidade de acção de criar e gerir é um dos factores chave para a automotivação juntamente com o gosto da superação de desafios. Para estes ter um emprego implica cumprir o sonho de outro (o nome disso para um empreendedor é "parceria"...) e estar desempregado, é ter o tempo disponível para pesquisar, ler, estudar, criar, desenvolver e gerir, deixar de ter horário e trabalhar muito mais do que as 8 horas da função pública, pagamentos são sempre bem vindos para agilizar a multiplicidade de actividades e processos bem como as despesas correntes, aí entram os empreendedores de outro nível (os investidores e business angels), que investem dinheiro no teu negócio, onde podes te transformar num empregado, voltando ao ponto 1... Ou subires de nível e tornares-te tu, num tubarão do shark tank.
É uma pescadinha de rabo na boca.

Ainda em linha com os tempos e os discursos de Passos e Portas, o que o IEFP e as empresas preconizam como empregos com muita procura na região derivam exclusivamente do situacionismo, sem um pingo de inovação (a não ser que seja financiada por Bruxelas) ou pensamento crítico que o valha...

Precisam de soldadores e técnicos de robótica para a metalomecânica, é provável que a robótica crie mais robots para soldar deixando em poucos anos os soldadores no desemprego aptos para a reconversão made in IEFP.
São necessários técnicos comerciais de exportação, mas não há formação adequada, porque não se antecipou o cenário da globalização e ainda ninguém sabe muito bem qual o perfil destes técnicos, nem empresas nem IEFP. Em principio deve saber falar português, castelhano, francês, inglês, alemão e mandarim... É um bom começo.

Mas o IEFP espera do Portugal 2020, verbas para formação, para incrementar um potencial humano (sobretudo aquele que não tem mais do que o 12º ano), os outros que se lixem, os que estudaram demais, estão desadequados, ou tem que ajustar a sua realidade às perspectivas miserabilistas da visão política de um 1º ministro que chegou ao cargo recolhendo fundos europeus para o efeito e agora envia os cérebros do país emigrar.
Podíamos ter feito como o Relvas que se safou bem melhor a vender cursos às autarquias com fundos europeus, sendo doutor de secretaria.

Actualmente continuamos focados nas alvíssaras de compra da mãe Europa, que andamos a pagar em suavíssimas prestações de penhora do país... De programa em programa.

Vem aí uma pipa de massa e ninguém discute o flagelo social de viver sem uma fonte de rendimento, o comodismo de aceitar qualquer coisa para ter um salário ou o inconformismo de fazer qualquer coisa diferente (como este blog!), só porque sim.

Porque é preciso pensar além do veneno destilado pela propaganda, pelas televisões e os jornais.

O Portugal 2020, são 5 anos de um programa financeiro, num país ultra endividado e dependente, com uma classe dirigente que se estabeleceu juntamente com as suas clientelas em torno do manancial dos fundos comunitários, como os peixinhos à boca do esgoto na marina de Vilamoura.

Onde está o vector director de médio longo prazo?
Não está, por estarmos em plena experiência de engenharia social e económica, com o plano Juncker ( cujo o último plano foi fazer concorrência fiscal à UE a partir do Luxemburgo com as multinacionais mundiais), com o plano austeritário Merkel de hegemonia alemã, com a entidade suprabancária do Mecanismo Europeu de Estabilidade ou dos 3% de défice plasmados nos tratados escritos na pedra e decididos por entidades invisiveis que a todos agrilhoam à inflexibilidade da especulação financeira dos irreais e surreais mercados que ditam as regras de um jogo há muito viciado.

A partir de Bruxelas, Berlim, Luxemburgo e Estrasburgo, no coração do império eurostate.
Porque nenhum país é conquistado, sem a conivência de alguns dos seus habitantes...

23 abril 2015

O mundo dos Robertos

Robertos

Amigos leitores, tem acontecido tanta coisa que nem sei por onde começar...

Esta semana encontrei pelo menos 3 pessoas que afirmavam estar a pensar a candidatura à presidência da república, dissuadi pois aquela gente, com os horrores da espera para entregar a papelada, tal qual uma nefasta repartição do confisco, da insegurança social, uma coima ou penhora... Uma merda chata, vá...
Não ficaram convencidos, os 3 indivíduos diziam-se capazes de salvar Portugal... 
E lá seguiram com as assinaturas debaixo do braço, rumo aos pastéis de Belém.

Meia dúzia de pasteis, foi quanto o FCP levou do Bayern, foi uma espécie de revanche com juros, algo em tudo condizente com as relações entre os dois países... Cada vez que lá vamos, pagamos!
Algo que já ficara bem claro no jogo entre as seleções portuguesa e alemã no mundial de futebol do Brasil em 2014.
Portugal levou 4 e o Brasil 7... Da Alemanha.
(E pensar que o mercado das apostas desportivas controla os resultados, bem dizia Marx "o futebol é o ópio do povo")

O PS reuniu um comité de especialistas em economia para apresentar uma espécie de pré programa eleitoral do PS para as legislativas, algo que o governo andava a pedir, enquanto saca mais um imposto, efectua mais um corte ou embolsa mais uma pseudo privatização.
É um programa para 10 anos... 
Pensando nos últimos 10, não creio que fosse possível prever este rumo de acontecimentos, assim como acho difícil prever a próxima década.
Promessas, bem vimos a campanha do actual 1º ministro e o relativismo moral onde mergulhou, tal como o seu antecessor, agora preso...

O choque energético português é um extraordinário caso de sucesso, com os nossos judas de serviço Mexia e Catroga, a empocharem belas somas, como capatazes da China comunista, just business they say...
Igualmente para a Galp que vai engordar as margens criando duas versões do mesmo produto, combustível low cost com menos custos de produção para a Galp e o combustível normal inflacionado no preço, é para aguentar o choque petrolífero do barril a 60 dólares.

Hoje uma criança de 7 anos ficou sem almoço na cantina da escola, porque os pais se esqueceram de reservar a senha...
Negar comida a uma criança, na Europa do século XXI...

Essa Europa do "soft power sagrado" que não tem mãos a medir, começando na pressão Grexit, no crescimento do antieuropeísmo, das lutas com fronteiras com o urso Russo, os massacres na Síria, a crise humanitária no Mediterrâneo, o sangue nas mãos, a islamização e uma espécie de controlo higieno fascista que inibe e restringe, a muitas milhas do que era o projecto europeu original.
Passou a ser apenas uma questão de controlo, uma experiência de engenharia social, de controlo económico financeiro. 
Uma conquista colonial e nada mais.

Este é o maravilhoso mundo dos Robertos, maravilhosas minusculas engrenagens duma gigantesca máquina pervasiva e quase omnipresente (pelo menos nesta região do globo) programados por acção de uma mão no traseiro e de viva voz característica.

O que leva ao principio da PNL programação neurolinguistica:

"TU fazes parte do sistema"

17 abril 2015

Woman Power @ BCE


Era um dia normal no BCE, Draghi e Constâncio ditavam banalidades frívolas e ambíguas sobre a situação grega, num economês/financês obtuso, surreal e desnecessário, quando subitamente o inesperado acontece.

Uma alemã de 21 anos, sentada na 1ª fila, salta para cima da mesa, arma "a tenda" com o discurso de Draghi atirando os papeis ao ar, juntamente com punhados de confetis, enquanto gritava um slogan fofinho...

O slogan apresentado pela jovem conterrânea do BCE?

"STOP ECB Dicktatorship"

Depois de agarrada pela segurança e arrastada para fora da sala ainda gritou:

"Sou apenas uma borboleta com uma mensagem, em breve serão muitas mais..."

O episódio foi reivindicado pelo grupo internacional feminista FEMEN.

E foi lindo ver a cara dos "intocáveis" Draghi e Constâncio face ao inesperado, impagável.

Assim se faz protesto inteligente, pacífico, quando todas as câmaras estão ligadas, aquela voz representa mais europeus do que qualquer não eleito da UE, nomeadamente BCE e Comissão Europeia.

Deixo-vos este caricato episódio em imagens... Foi bonito de ver! Reparem nos ares assustados de Draghi e Constâncio.

Eu gostei... Finalmente, senti-me representado na Europa.