24 janeiro 2016

Presidenciais 2016


É hoje que os portugueses escolhem um novo presidente da república, 10 candidatos, muita trica, com postas de pescada e abrótea a voar em todas as direcções.

Começamos pelo principio, pelo candidato superstar, aquele a quem todos acarinham, a figura empática que (re)encenou as "Conversas em família" do padrinho de outros tempos e nos invade os ecrans com as suas opiniões, nada contra, mas ninguém lhe perguntou nada... 

É o doutrinador da nação, com peso mediático e simpatia da opinião pública fruto da longa exposição mediática e os media nacionais pelam-se pelo professor.

Saltou de comentador para candidato, quando as sondagens lhe vaticinavam mais de 60% dos votos, deixou-se andar por feiras a beber copinhos, com os apoiantes escondidos na lapela, para não misturar com as legislativas e a pentear cabelos... 

E eu só queria um candidato que defendesse a Constituição do regime ao qual se propõe presidir.
Não defendendo a Lei fundamental, mais cedo ou mais tarde alguém gritará "mude-se o regime" para outro "ismo" qualquer.

Todavia as ditaduras nunca se fizeram anunciar, nem as subvenções vitalícias... 
Quem não quer uma subvenção vitalícia apenas por existir como funcionário do sistema que aprova essa lei.
Um regalo, se é certo que é um direito, é também auto atribuído.
Um verdadeiro golpe mortal na campanha de Maria de Belém, cujo discurso já vinha denotando fragilidades e falta de conteúdo. 
Defendeu bem a Constituição, começou pelo seu próprio bolso.

Dizem as más línguas que Passos reuniu os 30 nomes do centrão, na esperança de ir buscar a sua subvenção no final desta legislatura, os spin doctors dizem imensa coisa e assim foi assassinada a campanha de Maria de Belém, the end.

Sampaio da Nóvoa a presidente, SNAP, que eu associei ao cantor do inicio dos anos 90, imaginei imediatamente o reitor a cantar "I got the power"... Depois ri muito e passou-me.

Dizem que ganhou o debate com Marcelo, como se fosse um duelo de espadas, eu continuo a querer um presidente que represente bem Portugal de forma justa e perfeita respeitando a constituição do emprego público ao qual se candidatou.

Oh, SNAP...(Oh, partiu-se!)

É o candidato do PS, que sobe alimentando-se do desaire que foi a campanha de Maria de Belém e o mais provável de arrastar Marcelo para uma 2ª volta.

Paulo Morais foi do PSD, autarca no Porto e aparenta ter o apoio da Maçonaria regular.
Dirige uma cruzada contra a corrupção e candidata-se ao lugar máximo.
A incongruência verbal de juntar um individuo de nome Morais ao termo "corrupção"

Idem para Edgar Silva, colando os termos "padre" e "comunista/ateu", chorrilhos de preconceitos, em definições ao kg.
Fez uma campanha limpa, como cabe ao PCP, que sabe o seu lugar e eleitorado.

Vitorino Silva, deu as patacoadas do costume e destrinçou o politiquês em Português corrente, daquele que se fala em qualquer café de Portugal e compreensível para muitas almas.
É a figura do bobo ou do parvo (nada parvo!), de Gil Vicente que se apresenta verdadeiro e por isso ganha o seu lugar na barca celeste, pela simplicidade, não é presidenciável, mas fez bem o seu papel.

Marisa Matias, tem mudança escrita por toda a parte, é mulher, tem 39 anos, da área da sociologia, eurodeputada, quer bater o pé à UE, tem origens humildes e voz rouca, tudo ao contrário da imagem presidencial nas mentes do colectivo, é a candidata do Bloco de Esquerda.

Mas depois de 10 anos com Cavaco Silva, já estou por tudo, desde que defenda a Constituição.

Os candidatos Jorge e Cândido têm imenso valor, onde quer que sejam precisos excepto na presidência.

Independentemente dos resultados, quero um candidato que tenha a seguinte noção: 

Artigo 120º
Definição O Presidente da República representa a República Portuguesa, garante a independência nacional, a unidade do Estado e o regular funcionamento das instituições democráticas e é, por inerência, Comandante Supremo das Forças Armadas.

Ao defender a Constituição, que comece pelo artigo 1º

Artigo 1.º
República Portuguesa
Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Votem e escolham a quem vão oferecer a próxima subvenção vitalícia, não deixem que outros escolham por vós.
Se vier 2ª volta, que venha o diabo e escolha... Prognósticos, só no fim do jogo!



2 comentários:

  1. Podia esclarecer melhor esse pormenor de Paulo de Morais ser apoiado pela maçonaria regular, é que sinceramente não me parece o caso...

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  2. Leia com atenção o que escrevi e veja como são diferentes os verbos "ser" e "aparentar", a diferença entre o facto e a percepção.

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