16 junho 2016

Suis Je Sinel de Cordes?



O mundo tem andado estranho.
Portugal empata com a Islândia, Marcelo e Costa têm um affair debaixo de um guarda chuva da fidelidade quase no Verão e a Caixa Geral de Depósitos deve ser pública porque tem o dinheiro na mão de privados, é como disse e afirmo, o mundo anda estranho.

Um casal foi apanhado a fazer o amor ao lado da filha de um dos intervenientes, a criança tem 6 anos.
Se é certo que este comportamento fica a dever bastante ao superior interesse da criança.
Já filmá-lo, divulgá-lo em todos os meios de comunicação social existentes e comentá-lo à exaustão é uma ode ao mesmo superior interesse da criança, daquela em particular e de todas as crianças no geral.
O comportamento pode ser reprovável, a exposição insana do assunto faz mais danos, mas vende mais jornais.

O Rui Sinel de Cordes "demitiu-se" do facebook, depois de uma piada sobre o Orlando (nome que tudo indica ser sinónimo de gay, credo que gente sensível!), é a puta da mania dos rótulos e da dessensitização colectiva.

Os atentados são orquestrados consoante os interesses vigentes, onde dá jeito apertar a segurança, conquistar um território, controlar recursos. A Europa deixa morrer no mediterrâneo, na Síria, em atentados internos (para controlar a "livre circulação"). Desta vez foi o lobby gay, com 50 pessoas mortas a tiro, em Orlando por um suposto individuo ligado ao Daesh.
É o storyboard perfeito, uma discoteca gay, cheia de latinos, atacada por um radical islâmico, nos EUA, Trump só tem motivos para festejar, claramente uma vitória da direita.

Escrever tudo isto sem um avatar digital que faça a diferenciação visual entre a nossa capsula física e o nosso pensamento, pode se tornar um incómodo, pois muitos são os que tem sérias dificuldades em lidar com o pensamento livre e com a verbalização desses mesmos pensamentos, o público não compreende a personagem, fica inquieta com as verdades reveladas e eis que surge por detrás doutro avatar digital o apedrejador de serviço, sob a forma de insulto, ameaça e outras coisas mais, fruto exclusivamente da ignorância, da intolerância e da incompreensão.

O mundo está cheio de bufos, mirones, censores e fiscais da moralidade. Tudo gente pronta a exercer a liberdade de apedrejar, com pedradas digitais (não imaginam o que foi quando chamei gorda à Adele)... Malta que acredita que pode colonizar o pensamento do outro através de uma qualquer manobra de submissão.

Não me escondo, porque é fácil saber quem escreve o Farplex, basta estar atento. Acho que foi a minha forma de lidar com uma espécie de censura social do pensamento livre, criei uma personagem que tem uma visão de mundo digital, para evitar pessoas que confundem discussão livre de ideias, com sectarismos tribais ou simples insulto. Assumir posição exige franqueza, carácter e coragem,

Percebo o Rui Sinel de Cordes e como é preciso pachorra para lidar com mentes limitadas que não vão além da má educação.
Porém para um gajo cujo público alvo são os haters, foi uma excelente manobra de marketing.
Já me ri bastante com muitas das suas piadas e reconheço veracidade brutal em tantas outras, aquelas verdades que chocam e trazem à Luz as profundezas do pensamento colectivo.
Nem todo o mortal está preparado para lidar consigo próprio e perceber porque se sente tão ofendido com as piadas do Rui.

Às vezes sinto-me um bocadinho assim... Incompreendido. Depois passa-me, quando percebo que estou apenas a soltar a profundidade dos meus pensamentos por este mundo.
E como disse no inicio o mundo anda estranho, eu não sou o Rui Sinel de Cordes, compreendo-o e aprecio o seu trabalho.
Ainda assim, Je Suis Farplex.





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