23 fevereiro 2016

Oferta de emprego: Patriotas precisam-se

A Evolução do Parasita

Depois de 4 anos maravilhosos, com um governo PAF aos comandos do país, debelando os fracos em favor dos fortes, ajoelhando e beijando tudo quanto é cu em Bruxelas e falindo dois bancos, um dos quais o maior dos bancos privados portugueses, pensa-se que Passos já teria feito de tudo para salvar Portugal, honrando o pin na lapela com a bandeira do país.
Ele mandou a malta emigrar, chamou-nos a todos piegas, gabou-se de ir além da troika, de desbloquear o Grexit pós Syriza, ele fez de tudo...
Até queixinhas em Bruxelas para que o orçamento (essa mera previsão fictional do futuro) fosse chumbada nos corredores burocráticos da agiotagem internacional.

Lembro-me de um "que se lixem as eleições", depois de se coligar para obter maioria e de ter ganho sem maioria para se dar ao desplante de formar o mais curto governo da história da democracia a bem da almejada "estabilidade", 11 dias de irrevogável estabilidade económica, depois de 4 anos de destruição, de emprego, de capital, de empresas, do país.

A capacidade de trabalho desta gente abnegada é tão grande e vasta que ainda tentaram privatizar a TAP, quando já não eram governo...
O pin não devia estar na lapela, mas no meio da testa, para que todos os portugueses ingratos pudessem verdadeiramente apreciar o patriotismo das gentes PAF.

Põe-se o governador do banco de Portugal a atestar a idoneidade de Miguel Relvas para ser gerente de um banco, depois do amigo mavioso Passos lhe injectar 90 milhões para despesas correntes, chamadas de recapitalização, fazendo recordar as formações fantasma ministradas pela Tecnoforma, esse sorvedouro de dinheiros europeus que ajudou a colocar no poder Passos e Relvas, entre outros.

Hoje esta gente grita no parlamento, nos jornais e em Bruxelas, que o orçamento é intolerável, num assomo de patriotismo, depois de entregar os orçamentos inconstitucionais que Bruxelas queria em detrimento do orçamento que Portugal precisava...

Fez quase dois rectificativos por orçamento, martelou as contas e nunca atingiu uma única meta a que se propôs...
A primeira vez que foi eleito, fê-lo com um falso programa eleitoral que nunca quis cumprir, refugiando-se na troika como desculpa.
E quando se propôs a eleições em 2015, nem tão pouco tinha programa eleitoral ou esboço de orçamento, seria o que Bruxelas (Berlim) quisesse, rumo à aglutinação do colonato germânico em que nos tornámos.
Hoje diz que o orçamento está errado, que não serve seus amos, mas não propõe uma única alternativa que faça jus ao slogan que agora enverga (social democracia, sempre!), buscando os eleitores que tem perdido e continua a perder de cada vez que abre a boca na comunicação social.

O PSD faria melhor em controlar os danos desta subespécie Páfista, gente que desconhece a dimensão social de Portugal e pela forma como se comporta pouco sabe da Democracia, se assim não fosse Passos Coelho e sus muchachos já teriam percebido que o tempo deles acabou...

Dá nojo e vergonha alheia ver os discursos de Rangel no parlamento europeu e a direita a espumar da boca no programa eurodeputados sobre o orçamento, quando se pedia opinião sobre o Brexit... E como os estados unidos da europa estão a passar pela sua guerra de secessão.

Está bem patente o que motiva esta gente páfista, gente que não percebe a democracia e ainda julga ser solução depois do desastre que foi a sua governação sem estratégia além da obediência cega aos poderosos.
Os portugueses que seguem isto, acharão que Bruxelas e Berlim zelarão melhor por nós do que nós próprios?
A maioria vive no medo de mais "pau", confundindo o empréstimo da casa e do carro com macroeconomia, desconhecendo os termos fundos de investimento (perdidos) e offshores.

Para os que martelam a questão de onde vêm o dinheiro?

É mais fácil tentar perceber para onde vai...
Porque vir, vem de todos nós, a forma como é distribuído pelas necessidades do país é que muda.
E eu não considero dar 90 milhões a um banco para oferecer a Miguel Relvas uma prioridade de investimento.

Em jeito de conclusão:

Quanto mais tempo Passos e a claque pafista deambularem pelo parlamento (chega a ser doloroso a falta de visão estratégica, Portas foi rápido a perceber, antes que alguém vá ver dos Pandurs), maior será a humilhação que sofrem enquanto firmam de pedra e cal a maioria parlamentar de esquerda, como aliás se viu na aprovação deste orçamento 2016.
Pode se ser europeísta e não se subscrever o modelo de Europa PPE, ao contrário daquilo que pensa Paulo Rangel, que emagreceu bastante, sobretudo na massa encefálica.
O PSD se quer reconquistar um lugar no centrão, com o tal slogan Social Democracia, sempre, vai buscar Rui Rio que é um nome consensual, Bilderberg, amigo de António Costa e do recém presidente Marcelo.
Rui Rio pode começar já a preparar as autárquicas, assim que limpar a tralha pafista e estarão reunidas as condições para o regresso do bloco central.

Em Portugal precisam-se patriotas, por razões históricas temos por hábito defenestrar traidores.

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