05 junho 2015

Manobras de diversão colectivas

Hey! Olha tantos barcos lá atrás...
Tem acontecido muita coisa e quase tudo serve para não falar dos elefantes estacionados no meio da sala...

Daqui a 4 meses há eleições legislativas e se há 4 anos Passos e Portas mentiram com quantos dentes tinham na boca, desta vez acho que já não vai colar...

Para evitar falar de coisas inconvenientes como, desemprego, cortes intermináveis, supressão de direitos e liberdades, servilismo aos lobbys vários o governo tem se desmultiplicado em manobras.

O amigo de Relvas da Newshold com sede no Panamá, Alvaro Sobrinho que é angolano de gema e amigo do regime, decidiu investir no Sporting que depois de ganhar a taça de Portugal contratou o treinador do rival, Jorge Jesus, bicampeão nacional pelo Benfica.

Ora bem, como amigo não empata amigo, transforma-se Jesus em Judas enquanto numa perninha se absolve os arguidos do BPP, parece-me abuso... Mas Rendeiro, rendeu!

De uma penada só autorizam-se as secretas a vigiar qualquer um com a desculpa pífia do terrorismo, quando os arguidos do BPN, do BES e do BPP andam à solta, ou quando se tem um presidente como Cavaco Silva.

Mas importa apenas que o treinador do Benfica saiu para o rival da 2ª circular...

Sempre achei que política e futebol se beneficiavam mutuamente em vários aspectos, seja no espirito santo nas camisolas dos leões de Alvalade, seja nas isenções fiscais do Benfica aprovadas na câmara de Lisboa, nos grandes jogos, lá está o camarote presidencial reservado aos vip´s da política.

Desta vez os investidores angolanos do governo evitam que se fale em legislativas ou programas de governo e compram um treinador analfabeto que ganhou um bicampeonato, provando que não é necessário estudar ou ser-se sequer eloquente para ganhar milhões, basta estar do lado certo da barricada... 
Seja com a brigada do esquadro e do compasso, os obreiros do senhor da Opus ou qualquer outra equipa de interesses com dinheiro para comprar tudo à sua passagem, seja um treinador, um político, um ministro, ou até o pavilhão atlântico (Meo arena, desculpem!), para o genro presidencial.

Futebol e política são tão iguais, que ao Jorge, ao Pedro, ao Paulo e ao Aníbal dedico a mesma frase em francês, "bon débarras", que é em bom português (sem acordo), o mesmo que:

 "Adeus ó vai-te embora"

Já chega é de tapar o sol com a peneira e andar a atirar areia para os olhos do transeunte, que nojo!

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