06 março 2014

As Europeias- Feira de emprego de luxo

Parlamento Europeu em Bruxelas, a torre de Babel do séc. XXI

É já em Maio que se realizam as próximas eleições europeias e os partidos, já escolheram os seus serafins de serviço para sentar "el caguero" nos lugares da torre de Babel em Bruxelas...

Estes lugares são simpáticos, bem pagos, longe dos holofotes, sem grandes exigências além dos acenos de cabeça e rodeados de lobbyistas por todos os lados...
Bruxelas é o paraíso de quem aspira por uma reforma choruda aos 40, uma agenda cheia de contactos e um futuro auspicioso no carreirismo financeiro a que chamam de política.

Este é o único órgão democrático da UE, com um peso sofrível na tomada de decisões, quase todas encabeçadas pela Comissão na persona de Mr. Cherne Barroso, das potências económicas como a Alemanha ou dos impressores de papel como o BCE.

Ainda assim, o parlamento europeu, resvala para uma direita (que se pode tornar extremista), ignorando quaisquer lições do passado no presente, fechando os olhos ao objectivo da sua génese e já de olhos postos no futuro...

E que futuro senhoras e senhores...
A conquista económica a que chamam de "integração", o desmantelamento de nações a que chamam de "ajustamento" e a escravatura por decreto ao que chamam "flexibilização laboral".

A construção europeia solidária, são aquisições hostis a preços de saldo, chamam-lhe mercados.
Imposição legislativa a rodos a que chamam de directivas, para aceder aos carcanhóis intermináveis...
E agora, desejam a união bancária e fiscal, algo tão lindo onde já consigo vislumbrar banca e finanças europeias de mãos dadas e apanhando flores por esses prados verdejantes, saltitando de alegria.

Mas nada disto importa, quando as eleições europeias são uma mera feira de emprego para "desalojados autárquicos".

O governo depois da hecatombe das eleições autárquicas, decide avançar em modo coligação, num matrimónio entre PSD e CDS carinhosamente apelidado de "Aliança Portugal", isto ainda mal começou e já vejo os portugueses a pedir divórcio.

Um dos desalojados autárquicos, Fernando Ruas, é nº2 na lista da coligação "Aliança Portugal", pronto para levar o seu vistoso bigode até Bruxelas e correr com a Agência Europeia do Ambiente à pedrada.

Os cabeças do "arco governativo" são, Nuno Melo, Francisco Assis e Paulo Rangel, o orgulho das camisolas partidárias.

Mas a Aliança não é com Portugal e todos estão cientes disso...

As televisões recusam fazer campanha, por terem de dar direitos iguais a todos os candidatos... Os pequenos não são vistos, os grandes aparecem em todo lado, nos comentários diários, semanais, nas entrevistas, noticiários, nos debates, nos outdoors, na rádio, na sopa, enfim ao pontapé...
Como o amigo Zeca Mendonça, o ponta de lança contratado por Relvas para sua segurança pessoal contra fotógrafos.

Esclarecer o eleitor, acerca das eleições europeias, da sua importância nesta fase crítica da europa ou apresentar um programa credível...?

Bom, o Paulo Rangel e o Nuno Melo, mandaram uns 100 tweets, diz que é uma espécie de programa eleitoral a que chamaram "libertar o futuro"...
Que eu já desconfiava há algum tempo para cá que o futuro tivesse sido feito prisioneiro por um bando de malfeitores, longe de imaginar que seria o redondo de Paulo Rangel e o betinho Nuno Melo a libertar o futuro feito prisioneiro.

Assim o nome do programa fica:
"Libertar o Futuro da Aliança Portugal"
Parece-me bem, sou obrigado a concordar com a expressão.

A 140 caractéres o tweet e retirando os espaços, dá menos que 10 mil palavras...
Muito bem pago à palavra para quem se pretende reformar aos 40 como eurodeputado.

Francisco Assis, já eurodeputado, tem uma assiduidade de 65% nas sessões do parlamento europeu...
Menos agradável do que ser menos bem representado em Bruxelas, é não ser representado de todo.

Quem não utiliza a internet ou o twitter, que se lixe...
Quem não vota e abstenciona, obrigado, ganham os do costume...
Quem não se pode deslocar até a uma mesa de voto, leia o parágrafo anterior.

A transparência, é uma coisa que as senhoras utilizam para evidenciar atributos físicos e camuflar mazelas...
Nesta política europeia de centrão, vale o mesmo.



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