06 agosto 2013

Jacob Neshamah



Alguém cujos olhos registavam em impressões mentais as ligações biunívocas entre o etéreo e o concreto.
Não era tanto que conseguisse perceber o invisível, mas antes quanto do invisível estava no visivel.

Por todos os lados surgiam portais de Luz, locais por onde as ondas electromagnéticas visiveis e invisiveis entravam sem pedir licença, só porque sim... Porque podiam, nessa facilidade concedida apenas a anjos e deuses presentes em todo o lado.

O presente, essa fracção infinitesimal de tempo colada ao passado e ao futuro, entrelaçada em paralelos sobre os quais podemos saltar como um qualquer cabrito da montanha em equilibrio na escarpa, é elástico e viscoso...
Tanto dura milionésimos de segundo como uma eternidade...
A maior relativização do tempo é precisamente a sua não existência, nada além das medições de ciclos mecânicos inventados pelo homem permeados pela exclusividade dos sentidos e dos aparelhos de medida que catalogam a realidade credível, perante tudo aquilo que não se vê, ouve ou sente... Mas que existe inegavelmente.

O constrangimento de um ranger de dentes, durante viagens longínquas onde se degladiam partes mais ou menos conscientes de um ser de profundidade infinita amarrado a uma realidade no limbo da finitude...

A facilidade de ser sintónico é gritante, tanto que podemos questionar se não estaremos a ser levados pelo oponente, na sua permanente cantiga em falsete.

Mas claro que partindo do Amor para tudo, corre sempre de feição a acção, o poder da intenção.

Jacob estabelecera uma ligação divina, eterna e infinita...
Por si passava a Luz de mil sóis, brotando por uma fonte que jorrava infinitamente.

E foi nesse baptismo da infinita fonte de Luz, observando a sabedoria e a inteligência, para a formação e nascimento do conhecimento, que a intuição lhe sussurara o nome que o acompanhara desde os primórdios de Gaia...

Neshamah

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