22 julho 2013

Portugal com governação esotérica (ou exotérica?)

Previsões de governos esotéricos

Cavaco falou... E para todos aqueles que manifestaram enorme surpresa pelo anterior comunicado hermético do compromisso de salvação nacional...
Desta vez ficaram convencidos que como habitual nada mudou, nada surpreendera, fora engano!
Ou será que mudou tudo e ninguém deu conta...?

Esta situação cómica apelidada de "crise política", criada por quem ocupa os lugares ditos de responsabilidade com o país e cuja a defesa dos interesses nacionais palpita imediatamente um apontar de dedos ao menor anuncio de qualquer greve ou manifestação, provou durante o mês de Julho de 2013 toda a sua inutilidade deixando bem claro que o interesse nacional se resume ao jogo das cadeiras.

Aliás, desde Setembro de 2012, que não existe um verdadeiro governo em Portugal...
O famoso recuo da TSU provou que se tinham esgotado as opções de implementação de medidas, que se perfilam como unilaterais e impostas.
Passando as mesmas a ser aprovadas à revelia em modo exotérico camuflado, como é o exemplo da "portaria Gaspar".

O compromisso de salvação nacional, nome da casca de banana que o presidente atirou ao PS, é algo que os mercados anseiam e incentivam por conjecturar legitimidade para as alterações constitucionais tão almejadas...
A constituição e a democracia são hoje enormes pedras no sapato, para todos aqueles que se propõem de forma benevolente e voluntariosa a reformar o estado, sem pensar sequer por um segundo que a primordial reforma do estado passa pelos próprios intervenientes políticos e as suas formas arcaicas de fazer política.
Pelos mecanismos de agrilhoamento perpétuo ao poder e pela dimensão fiscalizadora da sociedade civil, além do condicionado voto.

Todos sabem que este governo em decomposição é incapaz de levar a legislatura a bom porto, seja pelo falhanço rotundo dos números e execução dos mesmos, pelos assaltos de poder da oposição ou na própria coligação...
No entanto, o "coup de grâce" apenas pode ser dado por um presidente que simplesmente não o fará...
Por mais que desgoste de Passos e Portas estes serão de direita.

E no final de contas tudo se resume a isto:

Quando acabar o dinheiro da "ajuda", donde virá o pilim?
Algo que o presidente apelidou de pós troika e onde vaticinou claramente a data de Junho de 2014, para a realização de eleições antecipadas... Porquê?
Porque nessa altura, alguém terá que assumir o que todos sabiam desde o início...
Vamos precisar de uma 2ª ajuda, porque não há exportações que nos salvem, se não existir um mercado interno forte.
Não se fala medidas concretas de emprego (como o alívio fiscal sobre o trabalho), não se fala de estímulos económicos ( como a supressão de uma das mais violentas cargas fiscais da UE)...
Importa apenas saber onde se vão cortar os 4700 milhões para pagar os juros usurários aos agiotas...

Este jogo de passa a bomba, até que ela rebente, tem um barómetro anunciado numas autárquicas em finais de Setembro, que redesenhará o mapa político português, definirá as equipas, as clientelas e as bases de apoios...
Mas com o circo que está montado, ninguém sabe bem para que lado pende o fiel da balança, uma das principais razões para não haver eleições antecipadas, aliado a um receio de radicalização do eleitorado à esquerda que Seguro tentou acautelar desvinculando-se do convite para a troika partidária.

Nos bastidores da sucessão natural rotativista do PS, cozinham-se poções e preparados para forjar nova liderança, que dê exoterismo ao hermetismo esotérico e que ponha na rua aquilo que secretamente anda por aí em corações vários, mas o mesmo se passa no PSD de paz, pão povo e liberdade dos tempos de um Sá Carneiro tão fustigado como injustiçado.

O povo vive em variadíssimas dimensões, mas todas vinculadas ao mesmo medo da incerteza do amanhã...
Agrilhoados a créditos, modos de vida, avenças, comissões, negócios, favores ou simples empregos e obediências.
Com medo de perder o que nunca se teve, a coragem de encetar a governação do seu próprio país e se responsabilizar pelo seu próprio destino, por interposta pessoa sem qualquer necessidade de "legítimos representantes" não representativos.
Deixando isso a cargo dos videntes e oráculos que se desmultiplicam em comunicados e comentários após as comunicações oficiosas, repetindo à exaustão clichés vomitados pelo agrilhoamento bancário e consequentemente fiscal.
Todas as televisões transformadas em versões reles de pequenos ministérios da verdade, onde apenas uma solução é apresentada como possível e inevitável.

Todos sabem perfeitamente que as ordens que defendem são conceitos ultrapassados numa nova ordem de organização social, onde o cidadão desempenha uma acção fiscalizadora potente e permanente, sobre aqueles que pretendem apenas reformar o estado sem se reformarem primeiro a eles próprios...

Aquilo que temos hoje, mostra de forma exotérica tudo aquilo que foi cozinhado em segredo nos meandros do esoterismo e tido como responsabilidade e regular funcionamento das instituições, a simples corrupção e sede de poder como objectivo da organização social, bandos de podres apregoando reformas que os perpetuem, quando a sua verdadeira reforma (não o fenómeno do multipensionismo de titulares de cargos públicos), seria um alívio para todos nós.

Como não há duas sem três, é bom conservar um governo que elaborou dois orçamentos inconstitucionais para que tenha a oportunidade de elaborar um terceiro e cujos trâmites de apreciação pelos tribunais dê pagode suficiente durante meses, até que estoire a bomba anunciada da 2ª ajuda...
Carinhosamente apelidada de "pós troika", ou extensão do programa de ajustamento.

Contas feitas, o governo muda o curso (e o executivo) a meio da legislatura sem eleições, o executivo mais pequeno passa a ser o maior, bilderberg reforça o controlo de pastas no executivo, com especial relevância para a apetecível pasta da Energia e Ambiente, para o querubim laranja Jorge Moreira da Silva, iniciado em bilderberg no ano de 2012... Mais uma estrela esotérica em ascensão.

O que todos estes aprendizes de feiticeiros parecem esquecer, é o simples facto de, se não houver quem cumpra, fará sentido haver quem se ache no direito legítimo de impor, quando todos somos iguais embora tratados de formas diferentes?

Nessa altura os mindsets apregoados, os discursos, os slogans, os clichés e os comentários de copy paste de pouco valerão perante a fúria das massas.

Há a falsa sensação de desnorte, mas todos sabem perfeitamente para onde caminhamos, a realidade esotérica estipulou um rumo que o exoterismo revela às pinguinhas...

Um país de cagarras anilhadas e pombos correios que só fazem m@rda por onde passam.

Subsiste a pergunta,
De onde vem o dinheiro e para onde vai?

De bancos para bancos... Um sistema claramente hermético.






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