14 julho 2013

Keep calm, we are Portugal

Guia de emoções

Depois dos rocambolescos episódios de encenação política com que os portugueses têm sido brindados diariamente, há a suspeita firme que não parámos por aqui.
Os disparates vão continuar, prova que a silly season entrou em força, neste ano contável de 2013, dum tempo que não existe.

Cavaco não achou piada ao golpe de estado bilderberg e discursou pela via das soluções impossíveis e dos paradoxos.

O (ainda) presidente sugeriu que os 3 partidos da santíssima estabilidade, criassem um governo de salvação nacional, renegociassem o memorando dos emprestadores de dinheiros infinitos e assim permanecessem reféns de um resgate, mesmo após a sua conclusão, em Julho 2014, onde se prevê, um 2º resgate e imagine-se eleições antecipadas a prazo.
(Se eu acreditasse em astrologia diria que o período de Julho 2014 coincide com a entrada de Júpiter, planeta da fortuna no signo da liderança, Leão... Algo deveras propício para um novo Messias eleito!)

É na verdade muito simples de perceber, que quando pedimos ajuda estávamos em bancarrota e nos dois anos subsequentes o governo neoliberal aniquilou toda a economia real em favor da banca, dos juros agiotas e das bolhas económicas empresariais de monopólios, offshores e lucros fictícios.
Desmantelando tudo o que poderia servir, para abatimento da dívida a prazo, contraída em grande parte para o preenchimento de requisitos de desenvolvimento estipulado por normativas europeias.

Dois anos depois, aquilo que é apresentado ao público como os sacrifícios da consolidação orçamental, é apenas um engodo de mentira vil e dissimulada, para desmantelar um país, que na sua essência nunca fora verdadeiramente europeu nas suas condições de vida e que agora vê a sua versão de proto democracia raptada por um directório Alemão.

Assim aquilo que vulgarmente se designa de crise, é apenas a redução drástica da qualidade de vida geral em favor de casinagem bancária, especulação e aquisição de infraestruturas lucrativas ao preço da uva mijona.

O status quo vigente, não permite movimentos muito bruscos e é exercido sem um conhecimento tácito de história, os verdadeiros problemas são varridos para debaixo de um tapete invisível e nem sequer se ouve falar deles, em detrimento das guerrinhas características dos assaltos ao poder, que é onde a maior parte quer estar e não a resolver os problemas de quem não tem casa, emprego, saúde, educação ou uma simples vida digna num país europeu em pleno século 21.

Estamos portanto mais endividados, do que estávamos quando pedimos ajuda para solucionar a bancarrota, todos sabem disto, porque este é o modo de funcionamento da economia europeia.
Segue-se o fortalecimento do BCE, a consolidação de uma política fiscal única (só os salários não acompanham esta tendência progressiva) e o agrilhoamento total ao directório alemão.

Cavaco, evita de uma penada só as duas previsões da constituição, o documento basilar da lei ignorado pela forma actual de fazer política...
Não demite o governo, para não irritar os mercados, essas entidades que roçam a divindade das trocas de papel virtual, mas também não elege um de iniciativa presidencial, dado que a sua própria condição e moral institucional vive nas ruas da amargura, para ressuscitar as almas do Cavaquistão...

Eleições é que não!
Pelo orçamento de 2014 (depois de dois orçamentos inconstitucionais) e o programa agiota mal desenhado por Frasquilho e Catroga, que de papo cheio (de pintelhos!) na EDP, sugere a amarração de Paul Doors das feiras...
Cavaco teve ainda a ousadia de mencionar um negociador/conciliador para as negociações, uma personalidade de vulto aglutinadora...
Mas cedo caiu a ideia, tão disparatada como impossível vinda de Boliqueime, depois das sugestões dadas pelo público.

Aprendemos também esta semana que, além de sermos vilipendiados diariamente nos nossos direitos, somos simultaneamente carrascos daqueles que se arrogam de nossos legítimos representantes...
Temos só que assistir silenciosos aos dislates e tiques fascistas de uma juíza multipensionista desde os 42 anos, pois não podemos perturbar tão vetusta figura, nº2 de uma república de bananas, eleita por ninguém que não fossem os seus compinchas de obras do altíssimo...
A senhora berrou como um cabrito berra quando perdido do rebanho... E o tom subiu mais uma vez!

Os media falam sistematicamente de uma crise política que mais não é que luta pelos lugares do poder...
Na verdade, grande parte da população rejeita já estes protagonistas, as suas cortes e o próprio sistema em si, na sua concepção impositiva, burocrata e ineficaz.

Confesso-me ansioso pela próxima semana, há muito a fazer.

Que tal eleições antecipadas?

Já sei que vamos aborrecer a Alemanha de Merkel, os mercados, a Europa do Cherne, os candidatos bilderberg e a banca...
Mas não será uma boa ideia contrariar, quem tanto nos tem contrariado!

Esta dívida é ilegítima, dado que a transferência de fundos decorre da normal união de estados cujos orçamentos são definidos em condições de igualdade.
A União europeia tornou-se a bolha especulativa do free lunch alemão...
Hoje o outro gigante europeu, a França, baixou o rating...
Mais uma vez pela cáfila da "pobres e normalizados" Standard and Poors, um nome ridiculamente irónico.

E o império eurostate continua a expandir para oriente... Longe de nós no outro extremo.

O corte que devemos fazer agora é nas amarras e convém que seja o mais cedo possível.
O presidente inconstitucional, deve convocar eleições, para ganhar tempo numa tentativa de resgate da democracia, independentemente das consequências, caso contrário agiremos apenas no desespero que os prestamistas e credores conhecem bem.

A salvação nacional, não são bancos nem trocas de partidos, mas sim o mercado interno...
Precisamente o que a europa de Merkel se propõe destruir.

Keep calm, we are Portugal... Eleições já!

P.s- Eleições sujeitas a boicotes, aparecimento em massa de candidaturas independentes e espaços abertos para novas iniciativas partidárias.
É um PREC no inicio do século XXI.






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