31 julho 2013

Bons negócios, JP Morgan explica o Egrep

"Vai tão longe quanto conseguires ver, quando chegares, serás capaz de ver mais longe ainda"

Continua a trapalhada dos swaps com a nova ministra das finanças, comissões de inquérito, mails trocados, sabia ou não sabia e porque demorou tanto tempo a renegociá-los, agora a culpa é do IGCP que não se despachou e tantos outros chorrilhos característicos das novelas de faca e alguidar.

Mas poucos referem as raízes, as causas, as naturezas dos swaps tóxicos e os seus intervenientes.
Um deles salta para a ribalta hoje, o EGREP e perguntará o leitor, "Mas que raio é o EGREP?"


Pois bem, lembram-se daquele episódio de encenação trágica do 11 de Setembro nas torres gémeas, onde dois aviões arrasaram 3 torres, abriram um buraco no pentágono e espalharam papel de alumínio em Camp David...?
Depois desse dia o mundo mudou radicalmente, instalou-se a propaganda do medo, a imposição de normas a bem de uma segurança que não passava de controlo e a guerra contra o inimigo invisível no Afeganistão, que ao fim de 15 dias resvalou para o Iraque, o preço dos combustíveis disparou e a incerteza dos fornecimentos de petróleo devido à guerra inventada, fez crescer a preocupação na Europa, aconselhada a criar infraestruturas de armazenamento petrolífero.

Portugal, foi um desses países Europeus que pelas mãos das "organizações internacionais" criou o EGREP.
Criada pelo Decreto-lei nº 339-D/2001, de 28 de Dezembro, a EGREP apenas iniciou as suas operações em 2004, na sequência da primeira eleição de órgãos sociais em Dezembro de 2003, já Durão Barroso tinha garantido e avalizado o emprego na comissão europeia, ao prestar apoio aos fabricantes da guerra do Iraque, em busca de um inimigo invisível e armas de destruição maciça que imagine-se, não existiam...
Assim, o 11 de Setembro e subsequente guerra criaram a necessidade de criar mais esta PPP, aconselhada pelos investidores (ou será especuladores...).

Entidade Gestora Reservas Estrategicas Produtos Petroliferos Egrep E.P.E


No entanto, Portugal não dispunha das condições necessárias para armazenar crude, pelo que este ficou armazenado convenientemente nas minas de salgema do norte da Alemanha, onde ficam igualmente as reservas, Belgas e Holandesas, qualquer coisa como 400 mil toneladas de crude.
O objectivo é que o EGREP consiga fornecer o país de produtos petrolíferos durante 30 dias em caso de quebra no abastecimento (lá está o medo novamente...), mas na verdade serviu apenas para manipular os preços, especulando em regime de consertação com os operadores privados.
E assim foi criado um poço de petróleo artificial em solo Alemão...
Em 2009, é contratualizado o swap entre a JP Morgan e o EGREP
E hoje o EGREP vende o ouro negro armazenado, para pagar os swaps contratualizados, a um banco que denunciou o contrato swap, 122 milhões para a JP Morgan.

Está de facto tudo muito bem ligado, com a cola cuspe do calculismo financeiro.
Não se conseguiu chegar a acordo relativamente aos 13 swaps do Santander, a Opus Dei não deixa...


"Quando esperas que as coisas aconteçam, estranhamente, elas acontecem"
 

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