07 julho 2013

A narrativa irrevogável de um golpe de estado

Farplex- O plexo longínquo

Foi uma semana política interessante sob vários aspectos e ainda mais luzes.

O enredo: 

A semana começa com a demissão do arrastado Gaspar, que confessa por carta a lealdade ao coelho de Massamá, não sem antes legislar de forma a que os fundos da segurança social sirvam para pagar juros até à eternidade ao FEFFS, a "bomba relógio" onde está amarrado o estado social.
Depois de 8 meses a preparar a sucessão da pasta em favor da miss swaps, que ao assinar os swaps tóxicos na Refer, os pagou como secretária de estado do tesouro e agora os fiscaliza como ministra das finanças...
Miss swaps assegura a continuidade da agenda Gaspar em todo o seu desplendor, dado o elevado conhecimento acerca do (i)rregular funcionamento das instituições.
A dita senhora, já envolvida na venda dos 21% da EDP aos chineses, depressa empregou o marido na eléctrica e o presidente cedo empossou a dita senhora no cargo, antes que acontecesse algo extraordinário e fora do comum...

Como a demissão "irrevogável" de Portas no dia seguinte.

Os briefings do ajudante do secretário do ajudante do ministro, ficam suspensos ao fim de dois dias da sua criação, credibilizando mais uma vez o executivo.
Seguro não tem sequer tempo de antena, como alternativa credível e Portugal assiste boquiaberto ao desenrolar de uma novela de faca e alguidar que transformou o governo de Portugal, numa casca de noz no meio de uma avalanche de ambição por poder.

A vantagem negocial de Portas neste executivo é similar à perna de uma mesa...
A quota de 10% que representa não é significativa, mas permite a confortável estabilidade possível de uma maioria parlamentar, o que evita as maçadoras moções...
Com uma mesa de 3 pernas, o coelho de Massamá, seria obrigado a voltar à toca à mínima pressão exercida sob o lado falho da mesa.
A aliança com o traidor é fundamental para se manter no poder.

As pressões são mais que muitas e de todos os quadrantes surgem vultos e personalidades com os olhos postos na central de negócios do estado...

O anúncio de instabilidade no governo luso criou uma descida abrupta nos mercados e a subida nos juros, que implica duas coisas:
Alguém comprou muito e barato, mas também alguém lucrou bastante em juros com esta jogada de irrevogável facada de Portas em Coelho.

Portas fica, vice primeiro ministro e manda em quase tudo no executivo, até no 1º ministro.
Os mercados aplaudem a coragem de Portugal em fazer o que é necessário para levar avante o programa dos agiotas no protectorado em que este país se tornou.

Para aqueles que vaticinam a morte política de Portas pela milionésima vez, esta é uma lição acerca da altura a que pode subir o lodo.

O enredo escondido:

Desde o inicio deste executivo, o único representante Bilderberg, foi Aguiar Branco, com a pasta da defesa, cuja função é manter sob controlo o descontentamento das milhentas patentes, espalhadas por aí a receber do estado enquanto coloca as questões de defesa nas mãos de um exercito supra nacional.
No entanto as linhas de acção gerais do executivo, não eram convergentes com a agenda Bilderberg, como cedo se percebeu na luta entre o inenarrável Relvas e o delegado Bilderberg Balsemão, vitória para este último que usou de todos os meios de comunicação e influências ao seu dispor para literalmente cilindrar Relvas.

Depois de Portas e Seguro terem acompanhado Balsemão ao evento em 2013, tudo mudou...
Agora Bilderberg tem um vice primeiro ministro com mais poder que o próprio 1º ministro completamente só conta apenas com o apoio presidencial cuja autoridade moral não é suficiente para escolher um governo de iniciativa presidencial...
A pasta dos negócios estrangeiros, segue para o vice do PSD, Jorge Moreira da Silva, presente na edição 2012 de Bilderberg...

Economia, negócios estrangeiros e defesa a cargo da agenda Bilderberg, tudo de uma penada e sem ir a eleições, porque isso afugentaria os investidores... Os mesmos que estão presentes ano após ano nas reuniões de Rockafeller, Rothschild e Kissinger.

É um simples golpe de estado sobre um governo de um país que se diz soberano, mas cuja convergência da agenda com Bilderberg dura há mais de 40 anos...

Assim este remendo institucional, dá o tempo necessário para a preparação de um novo candidato, alguém carismático, de postura forte e determinada, que traga a estrela do salvador do cataclismo económico, eu aposto em Rui Rio... Que imagine-se, já passou por Bilderberg.
E dar tempo ao PS de arrumar a casa e escolher um líder que o seja...
Seguro empatará as fodas necessárias até esse dia chegar.

Fazer eleições é que nenhum deles quer... A divisão e descontentamento do eleitorado poderia favorecer fenómenos de radicalização e um parlamento multicolor, onde seriamos presenteados com o cenário da ingovernabilidade...

Estranha democracia esta, onde se governa a favor dos quereres dos mercados e o exercicio da governação não pode ser feito sem uma xusma de gajos da mesma cor e com o mesmo "agenda setting" internacional...

Entretanto continuamos a ignorar, as condições em que vivem os europeus portugueses, mas estamos no verão e em Setembro dar-se ão as autárquicas, a maior feira de emprego dos últimos 2 anos, que redesenhará o mapa político de Portugal e servirá como field testing para umas futuras legislativas.

Tudo isto é claro como água, só não passa nas televisões...
O que diriam os mercados se soubessem que havia uma revolução em Portugal e que o poder se desunhava para se manter em funções nos mesmos moldes em que arruinara o país através dos ditos mercados.

O que aconteceu esta semana foi um irrevogável golpe de estado, sem eleições...
Esta é a sua narrativa correspondente.




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