03 maio 2013

Welcome to Swapilândia


Em tournée pelos reinos mágicos da existência e da não existência, muitas são as conclusões temporárias e transitórias que se assumem, tal qual os marcos quilométricos de granito das vias romanas gastos pelas sucessivas esbatidas meteorológicas, numa perspectiva física...
Se preferirmos a abordagem imaterial poderemos considerar que a água emocional, burila suavemente as crenças e os valores e a ampliação perceptiva de nós mesmos transmuta e lasca sucessivamente o empedernido que há em nós...
Tudo muda, dado que a única constante é a mudança.

Foi o desassossego que revelou a Swapilândia, esse reino encantado de lucros infinitos.

Chegado à Swapilândia, deparo-me com um reino encantado, sim, mas de coisas simples, de prazeres e risos, de sabores e aromas fundidos em tudo, de alegria e chilreares de pássaros, de verde e azul, de natureza e céu aberto.
Era o paraíso dos sentidos, da abundância e da materialização concreta de pensamentos há muito esquecidos em cabeças que tinham rolado sangrentas, algures entre as guilhotinas da revolução Francesa e as engrenagens da revolução industrial, por entre regicidios e devaneios imperialistas.

Todos os habitantes da Swapilândia, viviam segundo essas normas fantásticas de aquisição permanente, sem sequer questionar a sua origem porque sempre assim fora...o ideal paraíso e muito poucos diriam que haveria outras formas de ser sem que fosse assim mesmo, tal qual idealizado à milhares (milhões até...) de luas atrás.

Foi sempre assim... Sempre assim fora.

E como o concreto se tornara o espelho das sombras, assumia-se que tal como na caverna de Platão, nada poderia existir além da ilusão projectada da percepção realista, a única que todos conheciam e por conseguinte tomada como real.
Simplesmente porque na cabine de projecção, alguém passava os filmes do condicionamento geral.

E como estavam enganados...

A Swapilândia era já o paraíso há muitas centenas de anos e continuaria a ser, quisessem assim os seus gentios.


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