27 fevereiro 2013

Descoberta de carnes de PIGS na reunificação alemã

La bella Italia

Portugal é também a Espanha, a Grécia e a Itália em simultâneo...

Agora foi a vez da Itália ir a eleições e o resultado foi repartido pelas cores e facções, rapidamente surge o termo "ingovernabilidade" que põe imediatamente os mercados em alvoroço com a perspectiva de default, como aliás acontecera na Grécia e quase se passou em Portugal e Espanha...
Mas isso faz sempre alguém ganhar muito dinheiro, o que é bom!

A democracia é aborrecida, porque nem sempre se ganha de forma a que se possa decidir pelo melhor e mais "à vontade", então há que repetir o processo até bater certo ou então coloca-se um representante da banca a gerir o país a partir do excel e pronto.

Seria extraordinariamente monótono e infeliz que uma nação fosse apenas expressão reduzida dos balanços e balancetes... O enfado absoluto da exclusividade economico financeira.

Felizmente, Portugal tem muito mais para oferecer.
Muito da actualidade se deve aos instalados no poder, que julgam não haver amanhã depois deles e estão por todo o lado... Canibalizando-se por status quo.
Podemos precisamente começar por aí e doar essa gente para voluntariado de caridade no 3º mundo, vejam o exemplo do ex 1º ministro que foi vender a banha da cobra ao serviço de alguém a quem tinha feito um ajuste directo de 6 milhões...
Um PPR numa farmacêutica, porque não? O Ikea, vende almondegas de cavalo... E ao que parece no Pingo Doce são as lasanhas... São os mercados liberalizados.
Agora são os ovos que não são biológicos... Talvez sejam de cavalo, com os transgénicos, nunca se sabe...
Será que vem descriminado na factura que as grandes superfícies não passam?

O descrédito político em Portugal é imenso, o actual governo é anedota nacional e alvo permanente das grandoladas, tema oficial da contestação.
Mas mais fraco que Passos, só o Hollande português Seguro, cujo único objectivo para Portugal, é ser primeiro ministro...
Portas perfila-se, Cavaco e Costa idem...
Mas é tudo a mesma gente que podíamos enviar caridosamente para voluntariado no 3º mundo...
Para empreenderem por conta própria, num lugar onde fazem falta iluminados deste calibre.

Mas a ideia original da "união" é precisamente esta:
Governos criados, tecnocratas nomeados com empresas e bancos metidos ao barulho, enquanto justiça é algo que dá riso (dou como exemplo a troca "de"e "da", que Cavco fez para permitir a candidatura de Seara a Lisboa e Menezes ao Porto), conveniências de quem tem a lei à mão, nada abonatórias para o estado de direito.

É suposto que os governos falhem, para que a administração seja centralizada, ou nomeada por Merkel, como foi Mário Monti na Itália e que perdeu agora as eleições de forma expressiva...
Sinal claro de "NÃO" popular a ingerência externa, tecnocracia ou austeridades desiguais

Os PIGS são os lacaios de Merkel que recusa a possibilidade de negociação como iguais, cobrando ferozmente com juros, deslocalizando as empresas que outrora se mostraram lucrativas e abarcando todo um império pela simples produção de marcos alemães em forma de euro.

Sem nunca ter cumprido os seus compromissos e dívidas, a Alemanha reunificou-se, convenceu a Europa a adoptar a sua moeda e controlou todo o continente.

Neste momento, falta apenas desacreditar os regimes, ao ponto do desespero geral desejar um líder em que seja possível acreditar.
Aí estarão reunidas as condições para a Europa voltar a ser exactamente aquilo que era suposto evitar.


Os PIGS, são campos de concentração, onde a carne é escolhida para alimentar uns poucos comissionistas pouco amigos da liberdade, da democracia, da liberdade de circulação, dos direitos e da dignidade da condição humana.
Nestas condições, o projecto europeu há muito que deixou de fazer sentido como união, existindo apenas como uma versão actualizada daquilo que se propôs a evitar há 60 anos atrás.

Dia 2 de Março, deviamos pensar o estado e sobretudo pensar o nosso lugar na UE e no mundo.
Todos sabemos que não queremos este governo...

Qual queremos então?

Por mim qualquer um serve, desde que esse governo perceba que há 3 milhões de portugueses desempregados e precários, somando a isto outros tantos pensionistas que tem dificuldades em perceber os termos "União Europeia" quando estão votados à pobreza.

Há um claro desfasamento entre a realidade e a cegueira economica financeira dos assanhados do excel.

As políticas de empobrecimento geral não são boas para ninguém, minam a tolerância, a democracia, a justiça e a coesão nacional.
Tanto faz o governo ser do PS, do PSD, do PP, nomeado pela Merkel ou pela Goldman Sachs, o resultado final é idêntico.
Matar pela guerra ou pela fome, é igualmente criminoso e ilógico num tempo de abundância como é o século XXI.









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