13 fevereiro 2013

A liberdade económica de não pedir factura


Sai hoje a notícia, que quem não pedir factura arrisca-se a coima, a lei datada de 1988 é posta ao serviço do estadão, 25 anos depois de ser criada, demonstrativo que as ditaduras se implementam de mansinho e pela calada.
A ditadura económica não é excepção...

O estado, que somos todos nós, não confia no contribuinte e o contribuinte não confia no estado apesar de ser seu constituinte e contribuinte, o que é caso paradoxal...
Nós mesmos não confiarmos em nós próprios e por conseguinte termos que nos perseguir economicamente, para que todas as facturas dos nossos mais infimos consumos possam ser rastreadas ao infimo detalhe.

O estadão, estabelece assim para cada contribuinte um padrão de consumo, com todos os produtos, serviços em carteira e sabendo de antemão o que vou comprar antes sequer de o fazer...
Claro que todas as facturas pedidas e emitidas, são um garante comprovativo de transacção económica devidamente impostada pelo estadão, que permitirá avultadas injecções de capitais, nos Ulrichs Rendeiros Espiritos Santos deste país e outros agiotas externos, carinhosamente chamados de investidores, para os quais o perdão fiscal e a torneira do estado não conhecem limites...

O contribuinte comum, pode ser abordado por um fiscal das finanças após tomar café e ser multado em 75 euros por uma despesa de 60 cêntimos...
Não consigo conceber a extraordinária especulação e o enriquecimento ilícito provenientes de quem vende cafés, mas o estadão quer saber e sobretudo controlar os fluxos de dinheiro em papel real, fora dos algoritmos dos mercados do dinheiro virtual...

A liberdade económica está claramente consagrada na constituição da República, pelo que eu sou livre de gastar o meu dinheiro onde quiser, sem que o estadão faça a minha lista de compras.
Ou cada vez que os partidos recebem os seus financiamentos também passam factura?
O tráfico de droga passa facturas? E a prostituição?
Geram no entanto muito dinheiro e não vejo ninguém preocupado em acabar com o fenómeno de economia paralela...

Se der uma moeda a um arrumador de carros (ou gestor de espaço público, se preferirem...), tenho que exigir factura...?
Se der uma nota a alguém porque me apeteceu, tenho que exigir factura?
Já cobram IVA nos presentes e ofertas?

A necessidade de achinesar Portugal no seio europeu, a pressão fiscal, a agiotagem e a integração forçada no IV Reich do eurostate, está a violar principios básicos de liberdade e as próprias leis harmónicas da natureza, onde está a minha liberdade de gastar o dinheiro como bem entendo, sem dar satisfações a ninguém de como, onde ou quando o faço!?
Já para não falar na perversidade que é, o estadão ter acesso às listagens de compras de cada consumidor.
A somar a isto tudo, o grande desperdício de papel, tinta e tempo para imprimir tanta factura, onde se tem que gastar quase 20 mil euros para ser reembolsado em 250...

Não me pagam para ser fiscal das finanças, pelo que não vejo necessidade de pedir factura a quem tem obrigação expressa de a emitir...
Como o estadão não encaixa pela ultra carga fiscal que implementou, cobra multas tornando a polícia económica e o (con)fisco na PIDE dos nossos dias.

Se todos tem dinheiro e sabem para onde vai o dinheiro das suas contribuições, há confiança, transparência e colaboração...
Em modo assalto, para injectar em bancos falidos, o estadão só consegue desobediência civil generalizada.
E não será exactamente isso que precisamos?

Liberdade económica, eu vou! A economia real, não passa pelos bancos nem pelo fisco...
Passa pelas pessoas.

3 comentários:

  1. Completamente de acordo. Sobretudo com a «perversidade que é, o estadão ter acesso às listagens de compras de cada consumidor». Isto e muitas outras formas de controlo informatizado já em acto em vários sectores já vai para além das ditaduras e dos totalitarismos até agora conhecidos. António Figueira

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  2. Este é mais um aspecto que o estadão quer logaritmizar no mundo virtual, mas a economia real não se modela por moldes informáticos ou fórmulas académicas, apenas existe e acontece... É isso que atrapalha o estadão ;)
    Bem haja

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  3. Tens toda a razão gostava de me cruzar com um desses fiscais ....porque se o dinheiro supostamente é meu gasto como quando e onde quero...

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