31 dezembro 2012

O protozoário da Polinésia- O último texto de 2012

Passado, presente e futuro existem em simultâneo, numa infinidade de dimensões
Hoje é o último dia do ano 2012, segundo a contabilidade oficial do tempo que não existe...
Para encerrar em beleza um ano que foi de descoberta e aprendizagem, de mim e do mundo, quero vos contar a história do protozoário da Polinésia.
 
Era uma vez um protozoário que vivia só na Polinésia.
À sua volta tudo era escuridão e o protozoário só sabia que vivia na Polinésia porque vivia num astronómico pedaço de madeira de um navio naufragado que dizia precisamente "Polinésia".
Fora desse imenso pedaço de madeira com 5 centímetros, não havia nada, era a escuridão absoluta.
O protozoário fez apenas aquilo para que estava programado na sua génese, dividir-se mitoticamente, dando origem a outro protozoário em tudo idêntico a si mesmo.

Depois de repetir este processo milhões, biliões, ziliões e triliões de vezes, o protozoário cansou-se da mitose, acho por bem incorporar novos organelos que ia encontrando no seu imenso pedaço de madeira que constituia todo o seu universo em apenas 5 escassos centimetros...
Fora disso era a escuridão e o vazio, não imaginava que pudessem existir coisas que não fossem gerações infinitas de protozoários.
Farto de ser um simples protozoário, decidiu explorar o seu vasto universo de 5 centimetros, onde encontrou peças de formato curioso, mas cujas funcionalidades lhe permitiam fazer luz onde antes só havia trevas

Agregou um "turbo" chamado mitocondria, um reticulo endoplasmático rugoso e um lisossoma, coisas que não sabia bem para que serviam, mas de alguma forma sentiu-as como sempre tivessem sido parte integrante de si... E continou a explorar e a agregar.

O protozoário, que agregou organelos em demasia, cedo se tornou um eucarionte e trocou a mitose pela meiose, organizou-se em colónias e formou novos seres a partir dessas colónias com ziliões de eucariontes...

Cedo se percebeu, que o pedacinho de madeira que constituia o universo, afinal era de plástico e dizia "Made in Polinésia" estava no chão no meio de uma calçada algures em Lisboa, que por sua vez, se situava em Portugal, na Europa, no planeta Terra, num dos sistemas solares da via láctea, essa galáxia que existe no meio de infinitas galáxias do nosso universo...

Esse universo infinito, que pode não ter mais que os 5 cm do bocadinho de madeira que afinal era plástico, existe para ser compreendido e nós somos inevitavelmente parte integrante, ligados entre nós, num entrelaçado energético que remonta às divisões mitóticas do caldo primitivo de Miller.

Tal como acima, assim é em baixo.
Negar a existência de realidades além dos sentidos físicos é uma mera perspectiva tridimensional.
Numa perspectiva quadrimensional, a tua existência molda a realidade e de uma forma subtil os teus pensamentos e emoções estabelecem aquilo que só é perceptível tridimensionalmente pelos sentidos fisicos.

Se os hemisférios cerebrais estão ligados pelo corpo caloso, porquê a disjunção entre racional e emocional, regulamentos e criatividade ou lógica e intuição?
Não há disjunções, apenas polaridades integradas em cada um de nós.
Como o tempo não existe, preparamo-nos para abraçar 2013 com um novo set de skills fantásticas, que irão certamente transformar o mundo e a visão que temos de nós mesmos e consequentemente do nosso universo...
Que tal como o universo do protozoário da Polinésia, pode não ter mais de 5 cm.

2012 foi muito bom, 2013 será muito melhor para todos nós e não se deixem convencer do contrário!
Feliz e Próspero Ano Novo 2013, que todos os vossos sonhos e desejos se materializem, enquanto sonharem e desejarem mais e melhor.

Muito grato por vos ter como leitores, este protozoário, vai festejar a chegada do novo ano.
Bem hajam e um extraordinário 2013 para todos.





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