05 novembro 2012

O brilhante mundano e a virtualidade a desmoronar

Tanto a luz como a sombra residem em nós, esta última não é mais que a ausência da primeira. Não podemos ignorar nenhuma das duas. Mais vale conhecê-las bem e decidir qual das duas alimentar.

É segunda feira, pouco passa das 7:30 da manhã, acordo banhado em raios de sol sorridente por tamanha benção.
Não tenho quaisquer compromissos, horários ou restrições temporais impostas, tenho apenas que respeitar a minha componente biológica que despertou com a incidência da luz solar.
Vou tomar um café...

Perguntam-e pelo glorioso e troçam do Sporting... Respondo "Não sei! Há muito deixei a novela do futebol"
Não se diferenciando muito da novela política, da novela novela ou da sempre polémica casa dos segredos.
Não me interessa, não me seduz e não me satisfaz...

Faço a minha pequena caminhada matinal enquanto fumo um cigarro...
Sempre banhado pela luz solar que me envolve, carinhosa e pacificamente.
Em meu redor, todo um verde orvalhado, húmido e fervilhante de vida, chilreares de pássaros daqui e dali por toda a parte e uma tranquilidade sem igual.

Pelo caminho, bons dias enviesados de desconfiança matinal de uma 2ª feira e é mais uma semana em trânsito pelo cosmos, nesta nave orgânica a que chamamos planeta Terra.
Aparentemente, tudo está bem demais e pela percepção imediata dos meus 5 sentidos, está mesmo!

Chego a casa e ligo-me à virtualidade, mergulho em várias redes sociais onde maioritariamente me tentam convencer que o mundo se desmorona...
Imagens de furacões saídas de um extraordinário photoshop em catadupa, ou uma eleição disputada entre dois candidatos iguais para o mesmo lugar e financiados pelos mesmos, Obamney é o expoente máximo de como se subverte uma suposta democracia a um qualquer reality show.
Os ecos dos comentários políticos de domingo à noite, mostrando apenas as velhas formas de agir.
Visões catastrofistas de uma realidade que desconheço, não reconheço e não consigo percepcionar ou sentir além do que me apresentam através do monitor.
Vejo discursos inflamados de "concentradores de ódio" e outras personagens que vivem bem à conta da infusão de ódios permanentes na generalidade das pessoas, num vampirismo psíquico que reconheço e dispenso.

E quanto mais me exponho à realidade virtual, mais percebo quão impenetrável é a minha bolha energética.
Reconheço no entanto que tanto a luz como a sombra circulam em mim, em permanência, mas apenas eu escolho qual dos dois estados prevalece.

O sol continua a banhar todo o verde em meu redor, corre uma brisa fresca e húmida e os pássaros discutem alegremente num dialecto que me soa à melhor das sinfonias da natureza.
Se eu fosse água, era um lago calmo, rodeado de tudo, borbulhante de vida no meio do nada!

A tranquilidade no seu expoente máximo... Eu escolho a luz!
Bom dia, boa semana para todos, boa 2ª feira, bom mês ou boa vida...
Consoante seja a sua necessidade de tentar medir um tempo que é irrepetível e não existe.




2 comentários:

  1. Uma boa semana, Tiago!!
    Que toda ela seja assim, como descreveu esta segunda feira :)

    Beijinhos
    Sónia

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  2. Obrigado Sónia!
    Votos de uma excelente semana, mês, ano, década... Enfim existência, consoante queira a Sónia percepcionar um tempo que não existe e é irrepetível.
    ;-)

    Beijinhos

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