18 abril 2012

Liberdade económica... Eu vou!


O que é a liberdade económica?
Torna-se difícil falar em liberdade, economia ou liberdade económica... Quando diariamente nos vendem verdades distorcidas e nos atafulham com conceitos errados e falsos...
Mas o que é a verdade?
Nada mais que uma perspectiva ou um simples ponto de vista...

Então existem tantas verdades, quantas dimensões universais...
Nos tribunais importa esclarecer a verdade material, no entanto é desta que mais fogem... refugiando-se em verdades alternativas!

Um exemplo simples, a verdade material que Paulo Portas fechou o negócio dos 2 submarinos com a Ferrostahl por 880 milhões, negócios lesivos para o estado Português, mas viabilizados por suborno dos alemães...
O PGR criou outra versão da verdade, em que não haveria verba para peritagens que criassem outra verdade...
Paula Teixeira da Cruz criou outra verdade, dizendo que não foram pedidas peritagens para criar a 2ª verdade...
Marinho Pinto trouxe a verdade de que Paula Teixeira da Cruz, quer apenas criar uma "justiça privada" que a beneficia a si e aos seus (ainda mais?)...
E todos recriam a verdade, mas a verdade é que Paulo Portas continua a ser ministro enquanto o seu homólogo (do tempo do ministério da defesa) Grego foi detido...

Tantas verdades sem efeito, para explicar o que todos sabemos...

A liberdade económica é assim...
Vivemos num neoliberalismo, mas estamos agrilhoados pela banca internacional...
Privados que produzem dinheiro (como se imprimir papel ou digitar números num qualquer mainframe fosse tarefa complexa...)!
Ora quanto mais dinheiro é produzido, injectado ou digitado no mainframe como "estímulo à economia", menor é o seu valor...
Os maços de 10 000 euros que vê no fundo deste blog são tão verdadeiros como qualquer estimulo anunciado diariamente.
Aqui surge uma versão da verdade chamada inflação, se existe mais dinheiro no mercado, então os preços tem que subir... Errado!
Existe mais dinheiro nos bancos, não nas pessoas...
Como a maioria das pessoas não ganha o suficiente para adquirir e pagar tudo o que a sociedade moderna exige, vê-se forçada obrigatoriamente a recorrer ao benemérito crédito salvador...
E neste momento a pessoa cidadão entrega a sua liberdade económica ao banco!

Claro que isto apenas acontece porque todos os sistemas já foram forçados a fazê-lo... A empresa onde trabalha, todos os clientes e fornecedores, o estado onde é cidadão e todo o mundo gira nessa imensa bolha especulativa, onde o único poder vigente é o poder de emitir dinheiro e colectar quem não o faz...

Tudo aquilo que ameaça esta condição fundadora da sociedade moderna é considerado crime... No sentido óbvio de perpetuar aquilo que tem feito a alegria de alguns e a miséria de muitos!

A liberdade económica é algo sobre o qual vale a pena lutar...

Quanto precisa um cidadão para viver em Portugal condignamente?

Segundo um americano reformado, que veio para ficar em Cascais... Cerca de 40 000 euros anuais!

Sempre crescentes, numa economia que apesar de não crescer conta com a inflação...
Mesmo assim este valor corresponde a um salário médio europeu, porque tenho eu que acatar legislações deste governo a mando das instituições europeias se o meu salário não chegou a esta fasquia, nem perto!
Serei apenas europeu nas obrigações e nos deveres, mas não em direitos?
Se nem miseravelmente conseguem gerar ou manter empregos que não sejam fictícios ou subsidiados...

Podem aumentar os impostos e criar as taxas que vos apetecer, mas cegamente prosseguem neste ritual autofágico, onde o ridículo legislativo leva à descrença...
A descrença leva ao desrespeito e o desrespeito à revolta!
Não precisamos de crédito, ou linhas e cartões de créditos intermináveis que nos agrilhoam ao sistema bancário internacional para os próximos 50 anos, motivo pelo qual entramos neste "delírio legislativo" de cobrança extrema...

Precisamos é de liberdade económica para decidir o nosso futuro, sem que as decisões estejam vinculadas aos emissores eternos de dinheiros, dividas e colectores de juro...

Para isso precisamos de políticos capazes de mudar o rumo da construção europeia e reclamar o que é de Portugal por direito, acabando com a ditadura Franco Alemã, que apesar de ganhar dinheiro à nossa custa também espreme os seus cidadãos.

Precisamos de uma Europa democrática, se assim não for, Portugal rejeita esta Europa...
E se Portugal rejeitar esta Europa, todo o Mediterrâneo o fará!
Nenhum político português até hoje desenvolveu uma atitude de debate político com a sociedade civil acerca da construção europeia, quais lacaios apenas cumpriram ordens!

Durão Barroso, chegou mesmo a ousar dizer do alto do seu cinismo, que não permitia líderes "não eleitos" na Guiné Bissau, a propósito do recente golpe de estado... Quando o próprio não é eleito democraticamente e faz parte de uma casta de "não eleitos" para governar milhões de pessoas contra a sua vontade expressa!

E a Europa nos moldes actuais, não é uma ditadura económica?

Nenhum político serve os interesses de um país, quando se vende por 150 milhões nas ilhas Caimão, quando aceita comissões em submarinos, sobreiros ou Pandurs e é simplesmente pago para prejudicar todos os que o elegeram depositando as suas esperanças na integridade de alguém que é um simples borra botas miserabilista...

Esse alguém foi nos apresentado pelos media, pelos mercados, pela banca e pelas empresas...
Foi nos vendido como sendo legítimo, onde lhe é permitido dizer as mentiras que lhe aprouver no sentido de chegar onde pretende para embolsar o que puder!

Isto não é uma democracia, quando muito é uma dinheirocracia!

A partir daqui o leitor dirá..." Sem dinheiro não se vive...", ao que eu respondo, talvez...
Mas ainda assim o dinheiro não compra tudo e não permite tudo!

Sobretudo quando o nosso objectivo deveria ser a liberdade económica.

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