27 abril 2012

Indemnizem-me já, gatunagem

Cancelar, plafonar ou privatizar reformas... Hã?
Plafonem lá este... Era o plafonavas!
167 mil euros/ mês, parece-me uma boa renda para viver!

Mas, para o Jardim andar bem regado e  tantos outros jardins por aí...
Eu e muitos temos que pagar!

Exijo de forma veemente, como cidadão contribuinte a minha parte dos dividendos.

Claro que a EDP poderá distribuir dividendos de 600 milhões quando lhe apetece, enquanto eu pagar toda a espécie de impostos camuflados na electricidade, inclusivamente uma taxa audiovisual...
Mesmo não tendo Tv´s a funcionar, graças à maravilha da TDT, que adivinhe-se é mais um imposto!
O mesmo se passa em todas as grandes empresas com o dedo do estado!
Somos contribuintes e coniventes com esta gente opressora e abusiva...

Enquanto deixamos correr esta falsa democracia, os falsos mercados e os falsos líderes...

Que engalanados de cravo na lapela, fazem o que for possível para garantir o seu futuro em detrimento dos sempre oprimidos que os elegeram!

E tudo passa, em economês foleiro ou simples e ordinária mentira!

A expectativa é simples...

Para quê alimentar uma máquina, que não me alimenta a mim!?

Quem é esta gente?

Percebe-se o quão incómodo possa ser um projecto como a Es.Col.A da Fontinha, que resgata a infâme "propriedade privada" abandonada pelo capital, entretido em semear miséria...

Imagine que os operários tomam conta das fábricas que fecham, os agricultores retomam os terrenos e quem necessita de uma casa começa a ocupar os milhões delas que os bancos teimam em querer vazias!

É um admirável mundo novo...

No 26 de Abril o revanchismo de Rui Rio levou-o de novo à Fontinha para destruir o que restava de infraestruturas básicas para uma futura ocupação...
Loiças sanitárias destruídas, agua e luz cortadas, tudo emparedado...
O movimento irá reunir e obviamente voltar a reocupar.
O que a CMP e o governo ainda não perceberam, é que a ideia alastrou.
Em Coimbra, surgiu mais uma horta comunitária... Como já aconteceu anteriormente na Damaia!
Na rua de S. Lázaro, em Lisboa também já nasceu um projecto de "ocupação"...
Vai ser difícil ao sistema, despejar esta ideia!

E quando o poder político/económico não dá resposta aos direitos básicos constitucionais, então o direito à propriedade privada é revogado, voltando o poder de decisão ao povo soberano.
Isto é fazer cumprir a lei, tudo o resto são "fait divers" e respectivas manobras de enriquecimento ilícito.

Portanto a todos os senhores que acumulam propriedade à conta da nossa benevolência, façam o favor de nos ressarcir pelos evidentes prejuízos causados para alimentar o vosso lucro.

Caso contrário, resta-nos apenas ocupar espaços e "propriedade"...

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