15 janeiro 2010

Matemática "à la Robin Hood"


Na Irlanda o 1º Ministro reduziu o seu salário, e dos demais políticos, como medida de combate ao défice. Um sinal de boa vontade, num tempo de muito pouca "boa vontade"... Só posso aplaudir medidas deste género.
Ontem Nuno Melo, no programa corredor do poder, afirma que: "...ah e tal, mas os salários na Irlanda são mais elevados..."

Sempre defendi um "corte" nos salários da função pública acima dos 3500 euros mensais!
Não me parece que a qualidade de vida do Sr. Nuno Melo "desça a pique", se abdicar de 10% do seu salário em detrimento de funcionários públicos que ganham o salário mínimo (esses sim, sem qualquer qualidade de vida...).
É só fazer as contas, 10% de 3500 euros são 350 euros, que dá um aumento de 50 euros para 7 pessoas, ou seja, numa proporção de 1:7, isto no mínimo da tabela...

O mesmo é aplicável nas reformas, acima de 3500 euros sofreriam um corte de 10% directamente canalizados para as reformas mais baixas.

Como sinal de boa vontade, a classe política abdicaria de uma percentagem salarial em favor dos desfavorecidos, no sentido de "convergência social", ou o Partido Socialista, ou Social Democrata, é apenas "Social" no papel e na propaganda???

O nosso aparelho produtivo morre e definha, agradecendo à escravidão Chinesa, portanto dificilmente sairemos da crise por essa via... Então há que aumentar o consumo e investimento privado.
Como?
Dotando as pessoas com mais poder de compra, sobretudo nas classes mais baixas e com menos rendimentos, a procura crescente, aumentará a oferta e a economia será estimulada.

Os aumentos terão que ser superiores à inflação (real!!!), no sentido da prosperidade crescente e aumento sustentado do poder de compra.

Um agravamento fiscal sobre a banca, em detrimento das PME´s seria um "equilibrar de balança", nas relações entre estes dois sectores... Onde os primeiros enriquecem com comissões e juros à custa dos segundos, levando-os à falência.

Auditar exaustivamente as despesas estatais e cortar o excesso e muitas vezes descabido despesismo de algumas instituições que apenas tem a função de nada fazer e nada produzir...

Agilizar a Justiça, torná-la célere, produzir sentenças, a Justiça é cega, mas nunca lenta, nem nunca poderá deixar de ser justa, porque aí cai-se no "não reconhecimento do estado", linha ténue onde vamos caminhando há já alguns anos, prenuncio de revoltas sociais e quiçá queda de regimes...

Ainda no campo da Justiça, convém "arranjar pessoas" que fiscalizem e auditem o que se passa em alguns tribunais deste País, dado a permeabilidade destas instituições à corrupção... É extensível a todos os organismos públicos...

Não havendo possibilidade de agravar impostos, o melhor seria verificar qual o destino dos mesmos e qual a sua taxa de aplicabilidade.

Julgo serem medidas fortes de aplicação "pouco popular" entre as camadas mais altas da sociedade, sobretudo aqueles que estão habituados a viver com pelo menos uma réstia de poder, mas sendo para o bem comum, são hipóteses a considerar!!!

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