26 novembro 2009

Info Democracia

Nos dias que correm de "faces ocultas" e crise económica global, notam-se as fragilidades do regime e da classe política Portuguesa.
Um ruir lento, desconfortável e constante da confiança do País na classe política e nas instituições que representam o regime, sendo que a justiça é a mais visada e profundamente abalada na sua credibilidade, por não conseguir produzir resultados (leia-se condenações!) de arguidos, que num qualquer Jornal da Noite foram notícia e imediatamente julgados em "julgamento popular" à mesa do jantar de qualquer família Portuguesa...
A verdade é que vivemos numa era de comunicação, onde a informação chega em doses maciças a toda a hora e em qualquer local, o Big Brother global...
Se Portugal fosse um País verdadeiramente democrático, com uma classe política sem medo de perder o lugar e as regalias, seriam promovidos debates e a sociedade civil teria que ser consultada para as questões fulcrais para o desenvolvimento do nosso país, autoestradas, TGV, travessias do Tejo, Orçamentos "redistributivos" (leia-se rectificativo!), educação, defesa, energia, emprego, igualdade social e saúde...
Se temos o direito de ouvir as escutas de Sócrates???
Talvez não tenhamos do ponto de vista legal, mas a verdade é que se espera transparência de um líder e como se pode confiar num líder, quando ele colecciona processos???
Mesmo sendo inocente em todos eles, Portugal merece explicações, em Português e não em "politiquês"...
Vitor Constâncio avisou do que aí vem, descaiu-se, com a única solução para o défice, aumentar os impostos, sobre uma classe média inexistente, assolada pelo desemprego, pela precariedade, pelo endividamento e outros presentes envenenados deste e doutros governos, apertando o cinto congelando os salários, será até à asfixia mortal das famílias e agregados familiares, retendo as suas poupanças no banco, nas finanças, retirando-lhes o emprego ou a casa!

No fundo a origem desta crise...

Sr. Vitor Constâncio, vou propor algumas medidas de combate ao défice, que no meu modesto entender vão bem a tempo de 3% em 2013...

1- Recuperar o dinheiro colocado em offshores.

2- Actuar directamente sobre a gestão danosa practicada no sector público, responsabilizando os envolvidos, recuperando os montantes de prejuízo com juros, a lei não é apenas aplicável ao Zé povinho, mas a todos os Portugueses.

3- Derrapagens orçamentais superiores a 30%, não serão permitidas e serão reembolsadas.

4- Todos os salários da função pública acima de 3500 euros mensais serão congelados, contendo a despesa e permitindo aumentos no salário minimo para 500 euros em 2010, cerca de 11% de aumento e redução por escalões desta percentagem até 3000 euros, os aumentos do salário mínimo serão constantes até se atingir um ponto de convergência com a Europa a 27.

5-Será estabelecido o salário máximo mensal, nenhuma empresa ou orgão público poderá ter alguém que aufira um salário superior ao do presidente da República.

6- Todos sem excepção prestarão informações de esclarecimento aos Portugueses sempre que estes o exigirem, estiver em causa a sua idoneidade ou dos orgaos de soberania.

7- O funcionário público que fugir ao fisco, auferindo um salário superior a 3000 euros mensais, será penalizado em 10% do seu salário durante um ano.

8- Os Ministérios apenas poderão trocar de viaturas de 8 em 8 anos, existindo um preço máximo para a aquisição das mesmas.

9-A banca será obrigada a pagar o empréstimo que o estado lhe fez, como qualquer cidadão quando faz um empréstimo, os bancos que o não conseguirem fazer, serão imediatamente absorvidos pela CGD.

10- Os presos serão obrigados a trabalhar na manutenção de infraestuturas, para compensar a despesa do estado na sua reabilitação.

11- As clinicas de saúde privadas, banca e outros sectores beneficiados sofrerão um agravamento de impostos em detrimento das PME. Grandes consórcios, monopólios e sectores estratégicos serão regulados eficazmente.

Com estas medidas Sr. Vitor Constâncio não só não teríamos défice, como estaríamos a lucrar dinheiro para investir em Portugal.
Mas suponho que lhe seja dificil congelar o seu "salariozito" que propôs a si próprio de 20.000 euros por mês, para regular a banca em Portugal, tarefa que falhou redondamente... Será incompetência??? E ainda se atreve a dizer que não podem haver aumentos salariais para os que trabalham a sério???

Os Portugueses estão fartos de pagar os desvios de alguns... Quem desvia que pague!!!

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